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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

VIVA O VOVÔ, HOJE E SEMPRE!

video 
ATENÇÃO! ESTE VÍDEO NÃO É RECOMENDÁVEL PARA RELIGIOSOS, PURITANOS, PESSOAS CERTINHAS, NEM PARA MENORES DE 14. ANOS. 
É UM MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO, REVELAÇÃO, SEM MALDADES E MUITO HUMOR. AFINAL, A VIDA FOI CRIADA PARA SER VIVIDA, SEM ESTRESSE.
E UM POUCO DE BRINCADEIRA, SEM AS MÁS INTENSÕES, TAMBÉM LAVA A ALMA.
CHEGA DE LEVAR TUDO A SÉRIO. DE NÃO PODER FAZER ISTO, AQUILO OU AQUELE OUTRO. DE VIVER NO MUNDO DO ACHISMO...  

WARNUNG! Dieses Video ist nicht aus religiösen, Puritaner, zimperlich MENSCHEN, nicht für Kinder unter 14 empfohlenen. JAHRE.
Es ist ein Moment des Lachens, Offenbarung, ohne Bosheit und viel Humor. Schließlich war das Leben soll OHNE STRESS gelebt werden. Und ein bisschen Play ohne böse Absichten, auch waschen DIE SEELE. Genug, um alles ernst zu nehmen. Kann das nicht, dass er oder SONST. LIVING IN THE WORLD OF Vermutungen ... PRESENCE Pasteur.
 
WARNING! THIS VIDEO IS NOT RECOMMENDED FOR RELIGIOUS, Puritans, prissy PEOPLE, NOT FOR CHILDREN UNDER 14. YEARS.

It is a moment of laughter, REVELATION, without malice and lots of humor. After all, life was meant to be LIVED WITHOUT STRESS.
AND A BIT OF PLAY WITHOUT THE BAD intentions, ALSO WASH THE SOUL.
ENOUGH TO TAKE EVERYTHING SERIOUSLY. CAN NOT DO THIS, THAT HE OR OTHERWISE. LIVING IN THE WORLD OF GUESSES ... PRESENCE PASTEUR.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

BRINCADEIRA DE RODA: “COLHEITA NO MILHARAL”

Autoria: Claudete Terezinha da Mata (Fpolis, SC, 1998)

Metodologia: Reunir as crianças em grande circulo, fazendo a seguinte combinação: “Tudo o que o orientador da brincadeira falar e fazer, vocês deverão repetir também. Repetir palavras, frases e gestos. Ao finalizar a última fala, com todos de mãos dadas, aproximar as crianças em círculo, de mãos dadas levantadas para cima, formando o telhado da casa, com todas as mãos direcionados ao centro da roda. 

Vamos ao milharal pegar soca de milho, vamos?
Então vamos!

O milharal é espaçoso...
Com milhares de pés de milhos, com suas socas fartas de grãos.

Vamos ao milharal, vamos?
Então vamos!
Vejam... Lá está o milharal com os seus pés altos... Muito altos!
Mais altos que eu!

O caminho está cheio de espinhos!
Ai meu pé... Ai meu pé!
Ufa...! Tirei todos os espinhos da sola de meu pé, e de todos os seus dedinhos!
Ufa...! Que alívio!

Chegamos...!
Vamos pegar uma soca, vamos?
Então vamos!

Que alto é aquele pé.
Vamos nos esticar, esticar, esticar...
Hum...! Consegui pegar a minha.

Que cheirinho saboroso tem minha soca de milho!
E a sua tem também? Aposto que só a minha tem.
Minha soca é saborosa...
E a sua, é também?

Minha soca tem dezenas de grãos. Muitos grãos!
E a sua, tem também?
Os grãos de minha soca de milho são todos amarelinhos, viçosos e bem durinhos!
Que delícia!

E a sua, é também?
Aposto que só minha tem seus grãos amarelinhos, feito ninho de galinha recheado de pintinhos.

Vamos comer nosso milho, vamos?
Então vamos...
Hum...! Milho verde cozido é tão bom!
É muito bom!
Vamos levar para casa, vamos?
Então vamos!
Ai! Errei o caminho de volta. Vejam quanto carrapicho[1]!

Venham... Vamos sair correndo, vamos!
Ufa...! Que agonia, aquelas ervas daninhas, todas bem grudadinhas, prontas pra grudar em mim.
Vejam lá a nossa casa! Vamos correr até ela, vamos?
Então vamos! Nossa casa é a maior, bem maior que o milharal.
Nela vamos cozinhar nosso milho e comer todos os grãos.
Livres de todos os espinhos e carrapichos que encontramos pelo caminho.
Nossa casa é nosso ninho!

Vamos ao milharal, vamos?
Eu não...!


[1] Carrapicho: uma flor de erva daninha que gruda nas nossas roupas, quando passamos por elas.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O FILHO DA BRUXA


Lá na praia do Ribeirão, no sul da Ilha de Santa Catarina, vivia João, um menino que adorava pegar conchinhas na praia e ouvir histórias antes de dormir. A cada noite, sua mãe enchia sua imaginação de fadas, bruxas, dragões. O menino vivia feliz por vivenciar tantas aventuras, nas quais, com certeza, ele era sempre o herói.
O tempo passou, o menino cresceu e não quis mais saber de colher conchas na praia e nem de ouvir histórias. Eram outros os seus interesses.
Na mocidade, ele apaixonou-se e quis casar. Mas nenhuma moça quis saber dele, porque a vizinhança sempre dizia: __ Aquele é filho de bruxa.
Assim, sem conseguir casar, João envelheceu sozinho. Ele morava numa casa engraçada, na beira da praia, onde levantava com as galinhas e as marrecas, suas companheiras poedeiras, e dormia com o Sol poente.
Com surpresa, numa noite de lua cheia, João ouviu uns ruídos estranhos, que vinham lá da cozinha, parecendo cochichos de mulheres. E veio-lhe à memória que uma das vozes parecia sua mãe.
Velho João se levantou de mansinho, pé por pé... Desceu do sótão, onde ele costumava dormir desde menino. Prestou atenção e ouviu que as vozes eram de um bando de bruxas que estavam na sua cozinha, na maior festança, planejando seus passeios bruxólicos noturnos, após a comilança.
Tomado pelo medo, velho João manteve-se calado, espiando o saragaço da porta de seu quarto. Usando de toda a sua experiência e sabedoria, a bruxa mais velha do bando, viu o velho João tremendo que nem vara verde. Nesse momento, a vassoura da bruxa matreira, que estava encostada no fogão a lenha, olhou para a sua dona com uma piscadela de olho, quando saiu correndo se metendo entre as pernas do velho João, levantando vôo e saindo casa pela praia afora. 
A vassoura bruxólica parecia um avião com João montado nela voando sobre o Ribeirão. Mas o velho, todo desengonçado, quase se despencando lá do alto, chegou na Praça XV, no Centro da cidade, onde sobrevoou durante tanto tempo, até que se desequilibrou e caiu bem no meio de uma dupla de palhaço. Os palhaços cantarolavam, falavam palhaçadas e a platéia ria, ria... 
Velho João, feito menino, entrou na brincadeira, pulando, cantando e palhaçando, arrancando aplausos e ridos das pessoas. Quase se esquecendo do bruxaredo e da vassoura. Agradecido por ter sido bem recebido, o velho João prontamente acreditou no que ouvira e no que vira, sentiu saudade de casa, principalmente de seu travesseiro o seu melhor companheiro. Nesse momento, a vassoura, escondida atrás da figueira da Praça XV, ouviu o sussurro do velho João, e veio correndo se metendo entre as pernas dele. Os dois levantaram vôo. Como num passe de mágica, o velho João se viu deitado na sua cama quentinha, com seu pijama de bolinhas, abraçado com o seu travesseiro, e falou:
__ Isso só pode ter sido um sonho. Levantou-se e foi até a cozinha, que estava vazia e toda limpinha. E ele prometeu que, daquele dia em diante, contaria muitas histórias. E a cada história contada, as bruxas seriam libertadas e felizes com suas vassouras, povoando a imaginação de muitas pessoas. Neste instando, a janela de seu quarto se abriu. E o velho João se levantou para fechá-la. Mas quando ele colocou suas mãos na janela, lá de fora alguém deu uma gargalhada: __ Ahahahah....
Era a mãe do velho João, a bruxa mais velha do bando, a dona da vassoura que o levou até a Praça XV e o trouxe de volta.
Quem gostou que bata palma. Quem não gostou se levante e vá embora. E acabou a história!
Autoria: Claudete T. da Mata
Fpolis, SC, Junho de 2006.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

FRASES DA BRUXA CELTA DA MATA


Autoria: Claudete T. da Mata

Nesta noite, o sono parece ter fugido de mim. Rolei de um lado para o outro, na minha cama macia, mas nada do senhor sono chegar. O jeito foi levantar às cinco horas e tomar um leite morno, pra ver se o sono me ouvia. Finalmente, consegui dormir até as 07h30min, quando acordei sacudida pelo meu relógio biológico - é que sempre neste horário, tomo meu hormônio da tireóide. Por quê? Porque em 24 de fevereiro de 2010, tive que tirá-la totalmente. O dia amanheceu meio acanhado, sem jeito de abrir suas janelas para o Sol. Mas levantei, comi uma laranja doce e sucolenta. Não suporto chupar frutas, somente comê-las. É muito mais saboroso, e sem melecada alguma. Depois, tomei um café fresquinho, com uma fatia de pão caseiro, com geléia de puro morango e nata. Hum, tudo estava tão saboroso!

Depois deste ritual, me adirigi ao grupo de estudos da filosofia, ciência e religião espírita. Sigo minha trajetória religiosa, nos parâmetros do espiritismo, desde os meus 16 anos. O estudo de hoje foi muito interessante...

Chegando em casa, almocei e fui tirar aquela sesta, tão solicitada pelo senhor sono que finalmente, resolveu me visitar. Depois de ter vivido outros momentos deste dia, sentei para escrever um pouquinho. Como de costume, as palavras foram chegando aos poucos - cada uma no seu tempo, e vejam o que elas foram formando:

* Se você tem um pé atrás com os laços de afetos, não faça amizades com pessoas de má índole para não se deixar influenciar pelos seus maus costumes, evitando gostar deles.

* Maus costumes, são semelhantes às drogas - depois de experimentá-los, uma vez que somos frágeis às tentações, corremos riscos de por nossos comportamentos em perdição.

* O mal e toda sua prole, são como ervas daninhas - depois que inçam , torna-se difícil nos livrar deles.

* A vida, com todas as suas vicissitudes, nos mostra que nascemos desnudos dos costumes nocivos à nossa saúde mental e dos vícios que destroem a nossa capacidade de ver o mal plantado em nós,. Tudo isso, provocado pelas ambições aprisionadas na cerne do nosso inconsciente, impulsionadas pelas nossas infelizes buscas, causadoras das nossas cegueiras, muitas vezes irreversíveis.

* A maledicência, atrasa o nosso crescimento moral,. Por isso, o melhor é não darmos ouvidos aos fofoqueiros...

* São tantos os nossos envolvimentos com o meio que nos cerca, que o melhor, é "orar e vigiar", assim como "Jesus Cristo" nos mostrou.

* Nascemos nus, simples e ignorantes; somos alimentados e educados por nossas mães; somos inseridos em grupos sociais para aprendermos mais e mais; crescemos e damos novos rumos a tudo o que nos ensinaram.

* Só não constrói uma nova caminhada na sua elevação humana, quem deu ouvidos às mesmices.

* Tem pessoas que pensam, planejam mil coisas, refletem mil vezes, até se verem nas alturas, se esquecendo de fazer tudo isto com os pés em terra firme.

* Com suas idéias no mundo da lua, muitos acabam se perdendo no próprio pensamento.

* Pensar, imaginar, criar e recriar o mundo, é muito bom. Mas, socializar tudo isto, é melhor ainda. Afinal, como disse  o poeta,  que não me recordo o nome: "Sonho que se sonha só, é um simplesmente um sonho que se sonha só!"

* Os grandes inventores da humanidade, não morreram ricos, mas conquistaram a riqueza do saber. Por isso, seus legados fazem parte do dia a dia de muita gente, até os dias de hoje. Se não fosse por eles, provavelmente ainda estaríamos vivenciando as escrituras milenares (Escrita cuneiforme, pictograma, fonograma, ideográfica...), escrevendo nas pedras.

* Temos muito que aprender... Enquanto isso, o jeito é alimentar as nossa crianças interiores - cada qual com as suas características, que só se diferenciam na forma de pensar e fazer as coisas.

* Ao nascer, soltamos o nosso primeiro grito de alerta , "choroando alto". Depois, entre choros e risos, vamos soltando outros gritos, que agradam a alguns e a outros não,. São gritos necessários aos nossos convívios e às nossas conquistas, as quais marcarão nossa história. Afinal, quem não chora não mama!

* Desde criança, sempre ouvi alguém falar: "__ Inteligentes são as galinhas que ao botarem seus ovos de cada dia, cantam alto, proclamando ao mundo o grande feito." Dessta forma elas não vão pra panela.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

OSTENTAÇÃO DO EGO

Ela nasce todos os dias,
Seja num corpo de homem ou num corpo de menina.
Quem a viu acredita e quem ainda não viu, acredita também.
Mas nem todo aquele que a deseja, a tem.

Ela não escolhe classe social, nem cor...
Mas quem a contém, enlouquecida de desejos
Deixa o outro embriagado, pensando ser mal de amor.
E quem a desejou, descobriu-se o inverso e quase louco ficou.

Ela é todos os dias a mesma coisa.
Elegante, perfumada, bem vestida...
Com os cabelos bailando ao vento,
Acomoda-se num banco de praça, com suas pernas cruzadas,
Chamando a atenção de quem por Ela passa.

Ela acende sua cigarrilha comprida,
Jogando fumaça ao vento,
Onde começa a desfiar os fios da sedução,
Caprichosa, desliza seus finos dedos entre o cabelo macio aromático,
Mostrando-se para que a deseja ver ou tê-la.

Do outro lado alguém a vê, com os olhos que a terra há de comer,
A beleza vestida de gente,
Bem ali a sua frente...

Ela toda despojada no banco da praça,
Esbanjando seu sorriso ardente e seu olhar perspicaz na face aveludada...
Deixando à amostra as suas curvas salientes.
Assim, Ela provoca nos seus passos trausentes, destilando em alguém
Suspiros murmurantes que vagueiam na imensidão da sua essência vazia.

Ela é mutante que grita aos quatro ventos,
Cavalgando nua no seu cavalo alado,
Chamando a atenção dos bobos que se escondem sob réstias de luz...

No seu passo a passo, dizia sua mãe, a todo instante:
- Desde o meu ventre, ela já se mostrava provocante.

Enquanto isso, lá do alto, Maria também dizia:
- O que fizeram de Ti? Pois quando te vi nascer, já sabia...
Por isso, Te confiei a alguém que rezava todo dia.
Sei que não errei, porque o mundo precisa de Ti.
Aqui do alem, vejo a aflição daqueles que te carregam.
Ainda bem que tudo passa
Restando as recordações
Que para alguns representam momentos 
E para outros, grandes lições.

Autoria: Claudete T. da Mata, julho de 2011